~ frente ao mar

Eu sei imitar a perfeição até quando me dissolvo naquilo de que fujo; quando me faço de indiferente e aprofundo o saber ouvir em silêncio, o mergulhar num azul sujo. Sei desacreditar o aparentemente certo, viajo sempre que a vontade me quer. Tenho o teu cheiro na ponta dos dedos, mas a sorte será minha... Continue Reading →

~ casa

Regresso a casa. A brancura das paredes acalma a criança insatisfeita em mim. As janelas estão abertas, o por do sol irrompe sem pedir licença e, eu, ando descalça a contar histórias para quem ouvir. A leveza no meu peito, desenha um universo só meu; só se ouve a minha música. Já não me lembro... Continue Reading →

~ morrer por nada

Só temos medo de morrer por nada, sem que nada de carnal aconteça. Num rio perdido em serras de ninguém sem que, de perto, som algum permaneça. Imóveis e imperfeitos, com sonhos desfeitos em instantes. Sozinhos, sem alguém que sustente as pedras escuras que pareciam brilhantes. Morrer por nada, sem saborear a existência. Nenhum som... Continue Reading →

~ danças do passado

Naufraguei as minhas ideias Nos confins do meu pensamento Para esquecer danças do passado Deixar de lembrar o que ainda relembro Mas ao partir, no meio do mar Esvaziei-me do sal que me preenchia E só me esqueci de deixar morrer O que eu não sabia que em mim morria

~ a genialidade

a genialidade trocou-me por horas vagas e nas horas vagas, cavei buracos no chão quis sucumbir à desgraça, agora dá-me a mão.   a genialidade sussurrou-me ao ouvido mas não encontrei o génio em mim, só fiz do fumo fogo, e queimei-me com o fim.   eu quis amarrar-me a todas as horas, rir-me de... Continue Reading →

~ verão

Perdoo toda a gente mas nunca me perdoei e, agora, viajo sempre perdida com medo do que aparentemente não sei. Ter a certeza aborrece, sim, as horas cantam no relógio e quero um fim. O fim é vires para ficar, são os céus cor de rosa pintados  no mar; É falarmos e perdermos a noção... Continue Reading →

~ novo mundo

estávamos a dançar, depois a ver as estrelas e o tempo passou demasiado depressa. tenho o teu nome a pairar nos meus lábios, só quero os sonhos em que o sonho começa. já não sei dormir sozinha, já só ouço a tua voz a falar-me de um mundo, um novo mundo, a sós. já não... Continue Reading →

~ destino

Dou as mãos ao destino, se é que isso existe. As horas passam, boémias, e nada é triste Quando saio de casa, à beira do mar Quando te beijo na boca, sem respirar. Posta em desassossego, quando o mar nos engole, quando os teus braços me prendem para que me controle. São frágeis as linhas... Continue Reading →

~ imagina-te

Imagina-te a ser reconhecido na luta e ganhar certezas que a tua voz importa. Defender o sonho até ao fim, não baixar a guarda, nunca aceitar a derrota. Vencer quem te tinha por vencido, chorar os raios de sol que não esperavas Tão certo de ti, a empenhar a espada, o papel de herói dos... Continue Reading →

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