~ sangrar até haver magia

 

O tempo corta as mãos em ferida

Não há como desbanalizar o que magoa.

Se cortar, quero sangrar até haver magia

No rouco da minha voz que ainda ressoa.

Sarar as palavras desgraçadas,

as incontáveis vezes que esperei

para que algo de mágico acontecesse

para lá do sangue e dos dias afogados

em dúvidas que ainda não sei.

Sabe tão mal sair de casa

E enfrentar uma vida que eu não quis ter

Querer amor mas voltar sempre com feridas

E pedir perdão para tentar saber

Até onde vai a dor, se pelo meio há amor.

Eu mal saio de casa, não quero que me vejam sangrar.

Não quero desgraçar o destino que me desgraça,

Nem viver num mundo onde não se pode voar.

Não saber se estou para além de apagada viva,

nem ter a certeza se é mesmo azul o céu.

E, por isso, embrulho-me sempre num novo sonho,

Para me esquecer que o meu maior sonho já morreu.

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