~ 18

Nunca pintei as paredes do meu quarto,

só escrevi os nomes das canções que ouvia na rádio

e o tempo não para, quando o meu mundo está parado;

se for para ires embora, fica só mais um bocado.

Nunca soube ao certo se era certo ter a certeza,

se fazia mossa, à libertina moça, levar a vida com leveza.

E a calma que eu nunca achei, deve-se ter perdido no correio;

e o comboio onde o amor chegava? Esse comboio nunca veio.

Olhar para trás infeta a cicatriz que agora ignoro

porque eu queria ter sido feliz naquele sonho.

E, não ter sido não é docemente ultrapassado

porque eu nunca perdoei o que fizemos errado.

Eu nunca dormi em sobressalto, porque esperava não acordar,

só queria ser tudo o que a criança pode sonhar.

As tuas palavras levou-as o vento, as minhas foram com o mar.

Sou eu quem vai embora, fui eu quem deixou de amar.

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